
OMS - Fibra de Lã de Vidro e a Saúde
A OMS - Organização Mundial da Saúde, através do IARC - Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer - define que fibras da lã de vidro respeitam sua saúde.
Após uma revisão de todas as pesquisas médicas e científicas, realizadas nos últimos quinze anos por um grupo de trabalho formado por 19 dos maiores especialistas em saúde e segurança sobre fibras, no dia 16 de Outubro de 2001, o IARC - Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (entidade ligada a OMS) emitiu um relatório conclusivo, classificando as fibras da lã de fibro no grupo 3: consideradas não classificáveis como cancerígenos para os seres humanos.
A classificação anterior, estabelecida em 1998, não continha dados médicos e científicos conclusivos referentes a possíveis riscos no uso da lã de vidro. Desta forma, esta nova classificação do IARC confirma o que a HEME sempre divulgou, e que agora passa a ser atestado pela OMS - Organização Mundial da Saúde: AS FIBRAS DE LÃ DE VIDRO HEME respeitam a saúde de clientes, usuários e colaboradores.
Para informações mais detalhadas, leia abaixo a tradução completa da matéria ou acesse o site do IARC através da homepage http://www.iarc.fr
Materia original traduzida
Programa de Monografias da IARC reavalia os riscos de Câncer devido a inalação das Fibras Vítreas fabricadas pelo homem (MMVF).
Um grupo de trabalho formado por dezenove especialistas de onze países convocados pelo Programa de Monografias da Agência Internacional de Pesquisa do Câncer - IARC concluiu sua reavaliação sobre o risco de câncer causado pelas fibras vítreas fabricadas pelo homem (MMVF) inaláveis.
As fibras vítreas fabricadas pelo homem na forma de lãs são amplamente usadas em isolação térmica e acústica e em outros produtos manufaturados na Europa e na América do Norte. Estes produtos, incluindo a lã de vidro, a lã de rocha e a lã de escória têm sido usados por décadas e foram extensivamente estudados para determinar se as fibras que são liberadas durante a fabricação, uso ou remoção destes produtos apresentam risco de câncer quando inalados. Estudos epidemiológicos publicados durante quinze anos desde a prévia revisão da Monografia do IARC sobre estas fibras em 1988 forneceram dados de não evidência de aumento de risco de câncer do pulmão ou mesotelioma (câncer do revestimento das cavidades do corpo humano) devido às exposições ocupacionais durante a fabricação destes materiais e inadequada evidência sobre qualquer outro tipo de risco de câncer.
Além disto, a indústria se empenhou em desenvolver novos materiais que tenham propriedades de isolação similares aos mais antigos, mas que desaparecem dos tecidos do corpo mais rapidamente. A razão para este empenho é que o amianto, um conhecido agente cancerígeno para os seres humanos que causa mesotelioma e câncer do pulmão e foi usado como um material isolante por décadas, é extremamente lento para se decompor e desaparecer dos tecidos do corpo nos quais ele está depositado. Esta característica, conhecida como biopersistência, esta relacionada com o alto potencial cancerígeno das fibras de amianto. Alguns destes novos materiais foram testados recentemente para avaliar se eram cancerígenos e a maioria deles foi encontrada como materiais não-cancerígenos ou que causam tumores em animais experimentais apenas sobre condições muito restritas de exposição.
O grupo de trabalho de Monografias concluiu que apenas os mais biopersistentes materiais permanecem classificados pelo IARC como possivelmente cancerígeno para humanos (Grupo 2B). Estão incluídas as fibras cerâmicas refratárias, que são usadas industrialmente como isolante para ambientes de altas temperaturas, tais como altos-fornos, e alguns tipos de lãs de vidro não usadas como material isolante. Por outro lado, as fibras vítreas mais comumente usadas como a lã de vidro de isolação, lã de rocha e lã de escória são agora consideradas não classificáveis como cancerígenas para os seres humanos (Grupo 3). Filamentos contínuos de vidro, que são usados principalmente para reforçar plásticos, também são considerados não classificáveis como cancerígenos para os seres humanos.